O destino final dos resíduos produzidos nos sistemas de tratamento
de água e esgotos é uma preocupação mundial. (1)
Embora a maioria dos países desenvolvidos já tenha adequado seus
sistemas para gerenciar os resíduos produzidos no processo de tratamento,
atualmente,um grande número de estações de tratamento de água ainda lança esse
material diretamente nos cursos d’água, principalmente nos países em
desenvolvimento.Esta atividade acarreta impactos ambientais significativos que
têm levado os órgãos ambientais a exigirem das operadoras a implantação de
outras alternativas de disposição desse resíduo. A toxicidade potencial do lodo
de ETAs depende, principalmente, das características da água bruta, dos
produtos químicos utilizados no tratamento e das reações ocorridas no processo.
Entre as alternativas de destinação final mais usadas nos países desenvolvidos
estão a disposição em aterros sanitários, a aplicação controlada no solo e a
reciclagem, em que os resíduos são reutilizados para gerar algum bem ou
benefício à população. (1)
Os sistemas de tratamento de esgoto também geram um resíduo sólido
em quantidade e qualidade variável, denominado genericamente de lodo de esgoto.
Este resíduo, a exemplo do lodo proveniente das estações de tratamento de água,
exige também uma alternativa para destinação final segura em termos de saúde
pública e ambientalmente aceitável. Embora a gestão do resíduo seja bastante
complexa e represente entre 20% e 60% dos custos operacionais de uma estação de
tratamento, o planejamento e a execução do destino final têm sido
freqüentemente negligenciados nos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. (1)
E.T.A.
A água é vital e importante às atividades naturais e antrópicas,
tornando-se parte da identidade dos ambientes e paisagens, dos ecossistemas e
da vida humana. Porém, embora no passado fosse considerado um bem infinito,
atualmente o mau uso, aliado a crescente demanda, tem feito as reservas de água
doce e limpa diminuírem (COSTA et al., 2010).
E.T.E.
ETE
- Estação de Tratamento de Esgoto* é a unidade operacional do sistema de
esgotamento sanitário que através de processos físicos, químicos ou biológicos
removem as cargas poluentes do esgoto, devolvendo ao ambiente o produto final,
efluente tratado, em conformidade com os padrões exigidos pela legislação
ambiental.
Na
ausência de uma ETE, surgem problemas muito sérios de saúde, a partir do
contato das pessoas com a água contaminada. Além disso, a exposição do
meio-ambiente aos resíduos contidos no esgoto provocam alterações e a
degradação do meio ambiente, o que pode levar até a morte do ecossistema. As
vantagens da implantação de uma estação de tratamento de esgoto - ETE podem ser
pensadas desde o benefício ambiental, minimizando os impactos causados pelo
escoamento do esgoto diretamente no ambiente, passando pela saúde humana e
chegando ao incremento econômico local, através da geração de empregos e renda,
por meio do emprego da mão-de-obra absorvida na instalação e manutenção da ETE.
As Estações de Tratamento de Esgoto objetivam
reproduzir, em um menor espaço de tempo, a capacidade dos cursos d’água de
decompor naturalmente a matéria orgânica.
A água distribuída nas residências, após utilizada,
vira esgoto. Ao deixar as casas, ele é encaminhado para as redes coletoras até
chegar às Estações de Tratamento de Esgoto.
O tratamento do esgoto consiste na separação da
parte líquida da parte sólida e no tratamento de cada uma delas separadamente.
O objetivo é reduzir a carga poluidora de modo que elas possam ser dispostas
adequadamente, sem causar prejuízos ao meio ambiente.
Fase líquida
O tratamento da fase líquida do esgoto é composto
pelas seguintes etapas:
- Peneiramento: o esgoto é peneirado em grades para
retenção das sujeiras de maior volume;
- Caixa
de areia: a
caixa de areia é responsável pela retirada da areia contida no esgoto;
- Decantação
primária: em
um decantador primário ocorre a sedimentação das partículas mais pesadas;
- Aeração: nos tanques de aeração, é fornecido ar
para os microorganismos contidos no esgoto, fazendo com que estes se
multipliquem e se alimentem de material orgânico, formando lodo e
diminuindo a carga poluidora do esgoto;
- Decantação
secundária: em
uma segunda decantação, o lodo formado se deposita no fundo do decantador,
deixando a parte líquida livre de 90% das impurezas. Esta água não é
potável, mas pode ser lançada nos rios ou reaproveitada para fins de
limpeza.
Fase Sólida
O tratamento da fase sólida do esgoto é composto
pelas seguintes etapas:
- Entrada
de Lodo: a
água é separada do lodo sólido através da sedimentação das partículas mais
pesadas;
- Adensamento: os adensadores fazem com que o lodo
torne-se mais concentrado através da separação de uma parte da água;
- Flotação: é introduzida água com microbolhas de
ar, contribuindo para a separação da água do sólido;
- Digestadores: os digestadores recebem o lodo
proveniente do sistema de adensamento e contêm microorganismos anaeróbios
que degradam a matéria orgânica presente no lodo, gerando gás metano e
água;
- Filtros: nos filtros, o lodo proveniente do
condicionamento químicos é desidratado, passando a conter 40% de sólidos;
- Despacho: o lodo é armazenado e desidratado para
ser disposto em aterros sanitários.
REFERENCIAS
1-LENZ,
Guilherme Felipe, ET AL. Ação de polímero natural, extraído do cacto mandadacaru
(Cereus jamacaru), no tratamento de água, Guilherme Felipe Lenz, ET al
Companhia
Catarinense de Águas e
Saneamento (CASAN). Disponível em:
VISION. Estação de Tratamento de Esgoto.
Disponível em:
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