segunda-feira, 5 de novembro de 2012

E.T.A. e E.T.E.


O destino final dos resíduos produzidos nos sistemas de tratamento de água e esgotos é uma preocupação mundial. (1)

Embora a maioria dos países desenvolvidos já tenha adequado seus sistemas para gerenciar os resíduos produzidos no processo de tratamento, atualmente,um grande número de estações de tratamento de água ainda lança esse material diretamente nos cursos d’água, principalmente nos países em desenvolvimento.Esta atividade acarreta impactos ambientais significativos que têm levado os órgãos ambientais a exigirem das operadoras a implantação de outras alternativas de disposição desse resíduo. A toxicidade potencial do lodo de ETAs depende, principalmente, das características da água bruta, dos produtos químicos utilizados no tratamento e das reações ocorridas no processo. Entre as alternativas de destinação final mais usadas nos países desenvolvidos estão a disposição em aterros sanitários, a aplicação controlada no solo e a reciclagem, em que os resíduos são reutilizados para gerar algum bem ou benefício à população. (1)

Os sistemas de tratamento de esgoto também geram um resíduo sólido em quantidade e qualidade variável, denominado genericamente de lodo de esgoto. Este resíduo, a exemplo do lodo proveniente das estações de tratamento de água, exige também uma alternativa para destinação final segura em termos de saúde pública e ambientalmente aceitável. Embora a gestão do resíduo seja bastante complexa e represente entre 20% e 60% dos custos operacionais de uma estação de tratamento, o planejamento e a execução do destino final têm sido freqüentemente negligenciados nos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. (1)


                                                         E.T.A.

A água é vital e importante às atividades naturais e antrópicas, tornando-se parte da identidade dos ambientes e paisagens, dos ecossistemas e da vida humana. Porém, embora no passado fosse considerado um bem infinito, atualmente o mau uso, aliado a crescente demanda, tem feito as reservas de água doce e limpa diminuírem (COSTA et al., 2010).
Os serviços públicos de abastecimento devem fornecer água de boa qualidade, onde se remova a turbidez, matéria orgânica coloidal, substâncias tóxicas orgânicas e inorgânicas, compostos que conferem gosto e odor a água e micro-organismos (LIBÂNIO, 2008).
       Conforme Richter, Carlos A. numa estação de tratamento de água, o processo ocorre em etapas:

Coagulação: quando a água na sua forma natural (bruta) entra na ETA, ela recebe, nos tanques, uma determina quantidade de sulfato de alumínio. Esta substância serve para aglomerar (juntar) partículas sólidas que se encontram na água como, por exemplo, a argila.
Floculação - em tanques de concreto com a água em movimento, as partículas sólidas se aglutinam em flocos maiores.

Decantação - em outros tanques, por ação da gravidade, os flocos com as impurezas e partículas ficam depositadas no fundo dos tanques, separando-se da água.

Filtração - a água passa por filtros formados por carvão, areia e pedras de diversos tamanhos. Nesta etapa, as impurezas de tamanho pequeno ficam retidas no filtro.

Desinfecção - é aplicado na água cloro ou ozônio para eliminar microorganismos causadores de doenças.

Fluoretação - é aplicado flúor na água para prevenir a formação de cárie dentária em crianças.

Correção de PH - é aplicada na água uma certa quantidade de cal hidratada ou carbonato de sódio. Esse procedimento serve para corrigir o PH da água e preservar a rede de encanamentos de distribuição.






E.T.E.

ETE - Estação de Tratamento de Esgoto* é a unidade operacional do sistema de esgotamento sanitário que através de processos físicos, químicos ou biológicos removem as cargas poluentes do esgoto, devolvendo ao ambiente o produto final, efluente tratado, em conformidade com os padrões exigidos pela legislação ambiental.
Na ausência de uma ETE, surgem problemas muito sérios de saúde, a partir do contato das pessoas com a água contaminada. Além disso, a exposição do meio-ambiente aos resíduos contidos no esgoto provocam alterações e a degradação do meio ambiente, o que pode levar até a morte do ecossistema. As vantagens da implantação de uma estação de tratamento de esgoto - ETE podem ser pensadas desde o benefício ambiental, minimizando os impactos causados pelo escoamento do esgoto diretamente no ambiente, passando pela saúde humana e chegando ao incremento econômico local, através da geração de empregos e renda, por meio do emprego da mão-de-obra absorvida na instalação e manutenção da ETE.
As Estações de Tratamento de Esgoto objetivam reproduzir, em um menor espaço de tempo, a capacidade dos cursos d’água de decompor naturalmente a matéria orgânica.
A água distribuída nas residências, após utilizada, vira esgoto. Ao deixar as casas, ele é encaminhado para as redes coletoras até chegar às Estações de Tratamento de Esgoto.
O tratamento do esgoto consiste na separação da parte líquida da parte sólida e no tratamento de cada uma delas separadamente. O objetivo é reduzir a carga poluidora de modo que elas possam ser dispostas adequadamente, sem causar prejuízos ao meio ambiente.
Fase líquida
O tratamento da fase líquida do esgoto é composto pelas seguintes etapas:
  • Peneiramento: o esgoto é peneirado em grades para retenção das sujeiras de maior volume;
  • Caixa de areia: a caixa de areia é responsável pela retirada da areia contida no esgoto;
  • Decantação primária: em um decantador primário ocorre a sedimentação das partículas mais pesadas;
  • Aeração: nos tanques de aeração, é fornecido ar para os microorganismos contidos no esgoto, fazendo com que estes se multipliquem e se alimentem de material orgânico, formando lodo e diminuindo a carga poluidora do esgoto;
  • Decantação secundária: em uma segunda decantação, o lodo formado se deposita no fundo do decantador, deixando a parte líquida livre de 90% das impurezas. Esta água não é potável, mas pode ser lançada nos rios ou reaproveitada para fins de limpeza.
Fase Sólida
O tratamento da fase sólida do esgoto é composto pelas seguintes etapas:
  • Entrada de Lodo: a água é separada do lodo sólido através da sedimentação das partículas mais pesadas;
  • Adensamento: os adensadores fazem com que o lodo torne-se mais concentrado através da separação de uma parte da água;
  • Flotação: é introduzida água com microbolhas de ar, contribuindo para a separação da água do sólido;
  • Digestadores: os digestadores recebem o lodo proveniente do sistema de adensamento e contêm microorganismos anaeróbios que degradam a matéria orgânica presente no lodo, gerando gás metano e água;
  • Filtros: nos filtros, o lodo proveniente do condicionamento químicos é desidratado, passando a conter 40% de sólidos;
  • Despacho: o lodo é armazenado e desidratado para ser disposto em aterros sanitários.





REFERENCIAS

1-LENZ, Guilherme Felipe, ET AL. Ação de polímero natural, extraído do cacto mandadacaru (Cereus jamacaru), no tratamento de água, Guilherme Felipe Lenz, ET al

Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN). Disponível em:

 VISION. Estação de Tratamento de Esgoto. Disponível em:




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