O consumo cotidiano de
produtos industrializados e descartáveis é responsável pela contínua e
crescente produção de lixo. Essa produção é tão grande que não é possível
conceber uma cidade sem considerar a problemática gerada pelos resíduos
sólidos, desde a etapa da geração, até a disposição final. Segundo estatisticas em cidades
brasileiras, geralmente esses resíduos são destinados a céu aberto, (IBGE,
2006). A industrialização, o consumo e o lixo são questões que estão
intimamente ligadas, pois toda produção industrial tem como objetivo o consumo,
que mesmo sem querer acarreta em algum momento o descarte e a transformação da
matéria em lixo. A superexploração desordenada dos recursos naturais vem
causando o esgotamento dos mesmos, o consumo crescente e o desperdício
contrapõem as práticas de desenvolvimento de uma sociedade sustentável.
(MANDARINO, 2002, p. 213)
Entre os impactos ambientais negativos que podem ser originados a partir do lixo gerado, esta o acondicionamento final inadequado, isso pode provocar, entre outras coisas, contaminação de corpos d'água, assoreamento, enchentes, proliferação de vetores transmissores de doenças. E ainda a poluição visual, mau cheiro e contaminação do ambiente.
Entre os impactos ambientais negativos que podem ser originados a partir do lixo gerado, esta o acondicionamento final inadequado, isso pode provocar, entre outras coisas, contaminação de corpos d'água, assoreamento, enchentes, proliferação de vetores transmissores de doenças. E ainda a poluição visual, mau cheiro e contaminação do ambiente.
Todas as formas de
destinação de resíduos sólidos causam algum tipo de impacto ao meio ambiente,
sabemos que isso é inevitável, porém uma das formas que quando realizada
corretamente de acordo com a legislação reduz esse impacto, é o aterro
sanitário.
Aterro sanitário segundo
IPT (2000) é um processo utilizado para a disposição de resíduos sólidos
embasado em critérios de engenharia e normas operacionais específicas, que
permite a confinação segura em termos de controle de poluição e proteção à
saúde publica.
De acordo com LIMA (1985)
o aterro sanitário possui inúmeras vantagens, entre elas esta a disposição de
lixo adequada, capacidade de absorção diária de grande quantidade de resíduos,
limitação da procriação de vetores, entres outras.
Um aterro sanitário dentro
das normas e da legislação compõe-se basicamente assim:
·
Sistema de revestimento: separa o lixo e o
chorume subsequente do lençol freático, o solo é devidamente impermeabilizado
com uma grossa camada de plástico resistente, além de que antes da colocação do
plástico o solo é compactado para que não corra risco de contaminação ou
vazamento para lençóis freáticos;
·
Células (velhas e novas): onde o lixo é armazenado dentro do
aterro; São as pirâmides com as camadas de resíduo solido compactado, quando
uma célula atinge sua capacidade máxima de armazenamento de lixo, é aberta
então uma nova;
· Sistema de drenagem da água da chuva: coleta a água da chuva que cai no aterro;
· Sistema de drenagem da água da chuva: coleta a água da chuva que cai no aterro;
·
Sistema coletor de chorume: coleta a água infiltrada
através do próprio aterro e contém substâncias contaminantes (lixiviação), Pelo
sistema hidráulico a água infiltra-se através das células e do solo no aterro.
Ao se infiltrar pelo lixo, a água carrega contaminantes (produtos químicos
orgânicos e inorgânicos, metais, resíduos biológicos da decomposição). Essa
água com os contaminantes dissolvidos é chamada de chorume. Para a coleta da
chorume, canos atravessam todo o aterro. Esses canos drenam o líquido e levam o
material para um tanque coletor de chorume. Ele passa entao por uma pré-captação em drenos e
conduzido a tanques de equalização para reter os metais pesados e homogeneizar
o efluente, em seguida deve ser conduzido à lagoa anaeróbica onde bactérias vão
atacar a parte orgânica, provocando a biodegradação. Um importante passo, é o
tratamento anaeróbico, e em seguida ser descartado, minimizando os danos ao
meio ambiente.Na última etapa, a
decantação, é onde há formação de lodo. Esse lodo vai para o leito de secagem,
que possui um filtro de areia. Depois de seco, o lodo (compostagem) retornará
para o aterro. O chorume, já pré-tratado, é lançado no rio em um córrego.
·
Sistema coletor de metano: coleta o gás metano que é formado
durante a decomposição do lixo, e existe a queima desse todos os dias para que
não haja explosão, pois o metano é um gas altamente inflamável.
·
Cobertura ou tampa: lacra o topo do aterro, e são plantadas
gramíneas para ajudar a fixar.
No município de URUSSANGA-SC, disposição incorreta de resíduos vinha
acontecendo desde a década de 80, sem obedecer nenhum critério técnico, o que
acarreta em vários problemas ambientais e de saúde publica, pois os resultantes
da decomposição do lixo estavam dispostos a céu aberto, e não existia nenhuma proteção
do solo para não contaminar os lençóis freáticos.
Na
década de 90 iniciou-se a atividade de cobertura dos resíduos 3 a 4 vezes por
semana pela prefeitura municipal de Urussanga, os resíduos de municípios vizinhos
eram também depositados ali. Porem ainda assim não existia nenhum tipo de
preparação para esse acondicionamento.
Visto a necessidade de uma medida, para diminuir este problema, o aterro sanitário foi então construído na cidade de Urussanga-Sc, e depois de uma serie de pesquisas, escolheram a localidade de Rio América, devido a critérios ambientais, como profundidade de lençóis freáticos, os tipos de vegetação presentes no local, e saúde pública, como a distancia das casas devido ao mal cheiro e a possiveis contaminações.
Quem realizou a contrução do aterro foi o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos (CIRSURES), são amazenados no aterro, resíduos vindos dos municípios de Urussanga, Cocal do Sul, Morro da Fumaça, Orleans, Lauro Muller e Treviso.
O aterro sanitário funciona na cidade desde o ano de 2004.
Quem realizou a contrução do aterro foi o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos (CIRSURES), são amazenados no aterro, resíduos vindos dos municípios de Urussanga, Cocal do Sul, Morro da Fumaça, Orleans, Lauro Muller e Treviso.
O aterro sanitário funciona na cidade desde o ano de 2004.

Consequências ecologicas da
implantação do Aterro Sanitario.
Assim como qualquer ação antropica, existe algumas consequencias na construção de um aterro sanitario.
O líquido proveniente da decomposição do lixo, depois de tratado é jogado no rio, e esse liquido o chorume é rico em substâncias orgânicas, e quando em grande quantidade
pode mudar completamente a cadeia naquele local.
Devido a grande quantidade de materia organica pode acontecer o que chamamos de eutrofização, que é o fenômeno causado pelo excesso de nutrientes, onde há o
aumento excessivo de algas. Estas, promovem o
desenvolvimento dos consumidores primários, e eventualmente de outros elementos
da teia alimentar nesse ecossistema.
Este aumento da biomassa pode haver a diminuição do
oxigênio dissolvido provocando a morte e consequentemente a decomposição de
muitos organismos, diminuindo a qualidade da água e eventualmente a alteração
profunda do ecossistema. Mudanças no aspecto reprodutivo também acontecem, pois
haverá superpopulação de espécies e consequentemente afastamento de outras.
Se não houver constante monitoramento, o chorume pode vazar através de pontos fracos na
cobertura e vir à superfície e contaminar o solo e os lençóis freaticos nas proximidades do vazamento.
Um grande
problema de instalar um novo aterro é que conduzirá à perda irreversível da
vegetação existente no local. Na Fauna, na fase de construção será a atividade
de desmatamento e decapagem que darão origem aos impactos negativos mais
significativos. Assim, no que diz respeito à fauna preveem-se na fase de
construção, efeitos negativos, diretos e permanentes, devidos à perda de
eventuais locais de nidificação/reprodução das espécies que ocorrem na área,
decorrentes das atividades de desmatamento, decapagem, limpeza do terreno,
movimentação de terras, abertura e pavimentação de vias de acesso e construção das
células.
Podemos ainda levantar como hipótese, fundamentando nas teorias já criadas, a possível
evolução causada por um aterro sanitário.
Como o
ambiente em que é construído um aterro sanitário, é totalmente modificado e
existem ali varias espécies, levantamos a hipótese de seleção natural, pois
segundo Darwin, características favoráveis
que são hereditárias tornam-se mais comuns em gerações sucessivas de uma
população de organismos que se reproduzem, e que características desfavoráveis
que são hereditárias tornam-se menos comuns. Portanto em um aterro sanitário
precisa existir a adaptação das espécies as condições impostas a eles como o mau
cheiro, a falta de vegetação e a rica matéria orgânica, os ruidos decorrentes de caminhões e outros processo reaalizados, e isso resulta em
seleção natural onde o mais adaptado ao meio sobrevive.
Se analizarmos as teorias conseguimos evidenciar a possivel evolução, porem vale lembrar que é uma teoria, so teremos certeza se desenvolvermos algum estudo especifico na área, e também um processo evolutivo demora muitos anos para acontecer.
Se analizarmos as teorias conseguimos evidenciar a possivel evolução, porem vale lembrar que é uma teoria, so teremos certeza se desenvolvermos algum estudo especifico na área, e também um processo evolutivo demora muitos anos para acontecer.
Referencias:
ASSOCIAÇÃO
BRAZILEIRA DE NORMAS TECNICAS. Apresentação de projetos de aterro sanitario de resíduos
sólidos urbanos. Procedimentos NBR 8419 São Paulo.ABGE. Seminários sobre resíduos
sólidos. São Paulo Associação Brasileira de geologia e de Engenharia.149p.
CALDERONI, Sabetai. Os bilhões perdidos no lixo. 3. ed. São Paulo:
Humanitas, 1999.
LINHARES et. all. Sérgio. Biologia série brasil. Volume único. 1ª
ed. São Paulo: Ática, 2005.
OLIVEIRA, David Américo Fortuna. Estabilidade de taludes maciços
de resíduos sólidos urbanos. 2002. 154f. Dissertação (Mestrado em Engenharia
Civil) ? Universidade de Brasília, Brasília, 2002.
LIMA.
L.M.Q tratamento de lixo São Paulo: ed. Hemus 240p. (s.d)
BIAVA,
Thiago Maravino, contribuição a construçõ do aterro sanitario do CISURES a
remediação e o encerramento do atual lixão de Urussanga-SC (trabalho de conclusão
de curso de eng. Ambiental. Universidade do extremo sul catarinense).


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